Fé e anacronismo

Obter sabedoria e conhecimento eternos a partir da palavra de Deus é extraordinário, sem dúvida. Perceber, através das páginas, que o Senhor dos Exercícios, de capacidade e proporção infinitas, criou o vasto universo e ainda cuida dos pequeníssimos detalhes de cada vida, é assustadoramente maravilhoso. Hoje, pelos textos deixados a nós, obtemos cada vez mais entendimento das coisas passadas, presentes e futuras, da natureza humana pecaminosa e como combatê-la, através das Sagradas Escrituras e pela mediação, direcionamento e interpretação do Espírito Santo.

As histórias que lemos e delas aprendemos apresentam personagens (mas pessoas reais) que, muitos deles, não puderam ler dos textos sagrados. Se hoje podemos ter nossa fé baseada nas Escrituras, palavra de Deus revelada e escrita, a fé deles se apoiava nas manifestações do Eterno Deus e na Sua palavra falada. Por isso, essa fé se mostra mais portentosa e dela podemos muito aprender. Caso contrário, seriam eles anacrônicos.

Em Gênesis se encontram tamanhos exemplos de fé, também explicitados na carta bíblica aos hebreus que possivelmente viviam na Itália. Foram homens que dependeram completamente das palavras do Altíssimo e Nele depositaram por inteiro suas fés. Noé construiu um barco em tempos que não haviam chuva. Abraão saiu de sua terra para uma desconhecida somente por Deus ter mandado; lhe foi prometido um filho, ele creu, em sua velhice lhe veio; lhe foi pedido sacrificar seu próprio filho e, neste teste divino, foi aprovado – no momento em que o punhal entraria no peito de Isaque, um anjo segura o braço de Abraão e lhe assegura que foi feita a vontade do Pai. Por tal, Abraão é conhecido como o pai da fé.

Se agora, por termos a palavra revelada do Senhor sempre que precisarmos, por que não tomamos o exemplo desses homens e aumentamos mais ainda nossa fé em Cristo Jesus? O que nos falta, o que nos espera para nos aproximarmos ainda mais do Mestre?

Natanael Melo